OPINIÃO DE PRIMEIRA – Porque sempre faltam especialistas na saúde pública? - Por Sergio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Porque sempre faltam especialistas na saúde pública? - Por Sergio Pires

OPINIÃO DE  PRIMEIRA – Porque sempre faltam especialistas na saúde pública? - Por Sergio Pires

Foto: Divulgação

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Há coisas que nunca funcionarão no serviço público. Apenas um exemplo entre tantos, é o caso de médicos especialistas. Simples: um deles – vamos pegar apenas como exemplo um anestesista - ganha, do Estado, não importa o número de atendimentos ou plantões que faça, menos da metade que outro profissional que atue através do sistema de saúde privada. O salário líquido de um especialista, no geral, pelo Estado, fica, hoje, numa faixa não muito maior que 8 mil reais. Não importa quantos pacientes atenda. No caso da medicina privada, um médico pode receber por produtividade e por plantões. Quanto mais atender, quanto mais plantões fizer, mais recebe. É raro o caso de um especialista, nessas condições, que ganhe menos do que 18 a 20 mil reais. Bom para o profissional, bom para a empresa que ganha muito dinheiro; bom para o Estado, que não precisa pagar tantas leis sociais e vantagens absurdas e, mais que tudo, bom para os pacientes, já que muito mais pessoas são atendidas do que se o fossem no serviço público.

Há muitos médicos que gostariam de trabalhar para o Estado. Mas não o fazem, por causa dos baixos salários. Não podem, ainda, fazer plantões, mesmo fora dos seus horários, por empresas privadas, para atender mais pacientes pelo Estado. Esse é um dos motivos que, em concursos públicos, poucos candidatos aparecem e, quando aprovados, não assumem. Como no Brasil todas as autoridades ditas competentes têm razão, menos o povo, é ele, povão, quem paga o pato nessa confusa relação. Isso ocorre em Rondônia, mas também em todo o Brasil. Ou seja, é um problema que não têm solução na vida real (ao menos enquanto a atual legislação não mudar) e as coisas só funcionam na cabeça de sonhadores que acham que sabem resolver tudo, apenas com alguns canetaços...

NOMES POSTOS

Candidaturas que estão sendo postas para 2014, ao governo, começam por Confúcio Moura, candidato natural à reeleição. Seu sucesso nas urnas vai depender muito do que ocorrer até meados do ano que vem. Ou seja, Confúcio tem um ano e meio, mais ou menos, para mostrar ao Estado que fez um governo diferenciado e que merece mais um mandato. Mas ele já sabe, desde agora, que terá adversários poderosos a enfrentá-lo. Obviamente, se o quadro político, sempre tão volúvel, não mudar.

 EX AMIGOS

 Só a Justiça Eleitoral pode tirar do páreo dois nomes fortes. Um deles é Ivo Cassol, respeitado e apoiado em toda a Rondônia e que, durante oito ano fez uma administração reconhecida como muito positiva, na maioria dos setores que se analise. O outro é Expedito Júnior, ex-aliado e hoje inimigo político de Cassol.  Os dois têm pendências judiciais, mas, no caso de Cassol, ainda existem muitos recursos. Se superarem esses problemas, tanto Cassol como Expedito serão sim candidatos ao Governo.

  HERMÍNIO NO PÁREO

 Há um outro nome, também forte e que vem crescendo muito. Trata-se do presidente da Assembleia, o polêmico deputado Hermínio Coelho. Sem papas na língua, falando a linguagem do povão e se posicionando como o principal opositor a Confúcio Moura nesse momento, Hermínio é outro nome importante para 2014. Terá que fazer um trabalho político em todas as regiões do Estado, porque seu eleitorado fiel é mais da Capital, mas os bons resultados que têm alcançado na ALE o colocam como bem postado junto a todos os rondonienses.

 MAIS DOIS

Duas possibilidades, ainda, entre várias outras que poderão surgir pelo caminho: um é de um nome consolidado, o do senador Acir Gurgacz. Mas Acir só vai ao Governo se for barbada, ou seja, se os potentes adversários de hoje ficarem pelo caminho. Ele prefere mesmo continuar no Senado. O outro nome que aparece, apenas como uma cara nova, é o do empresário Kazan Roriz. Tem grana, é dono de um partido nanico, tem força de trabalho e quer entrar para a política. Talvez o melhor caminho fosse começar mais modestamente, mas ele já fala em concorrer à sucessão de Confúcio.

 BOA ESCOLHA

Numa  quinta-feira, 14 de março, a Assembleia Legislativa reinicia suas sessões itinerantes. E a primeira cidade contemplada será Guajará Mirim, uma das comunidades que mais precisam de apoio do parlamento e do governo rondoniense. A escolha do presidente Hermínio Coelho, para reiniciar o projeto de interiorização, portanto, não poderia ser melhor. Guajará enfrenta muitos problemas e sempre corre o risco de ficar isolada, pelo estado caótico da BR 425, que liga a cidade à BR 364. Assuntos, portanto, não vão faltar para a sessão de março em Guajará.

 INJUSTIÇA

Que Justiça é essa que demora nove anos para levar a julgamento um suspeito de ter matado o pai e a madrasta? O caso do jovem Gil Rugai, de São Paulo, é sintomático, porque demonstra, claramente, que não há, realmente, vontade de se fazer a verdadeira Justiça. Realizar um júri quase uma década depois de um crime, é como um atestado lavrado em cartório, da total falência do atual sistema legal e do Judiciário brasileiro. O pior de tudo é que esse caso, apenas usado como exemplo, está longe de ser exceção e, lamentavelmente, é o sintoma da regra.  

PERGUNTINHA

Quando as autoridades brasileiras vão começar a assumir sobre a real situação da segurança pública no país e confirmar que vivemos uma guerra civil?

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