O problema com a disponibilização dos serviços públicos de saúde em Rondônia vem se tornando uma anomalia que ao que tudo indica apenas piorou durante todo o ano de 2011 e já apresenta significativos indícios de que as coisas tendem a degringolar mais ainda no decorrer de 2012.
A situação “haitiana” apresentada há vários anos no hospital João Paulo II, principal centro de atendimentos de urgência para casos de média e alta complexidade do estado de Rondônia, já se tornou um censo comum de todos os cidadãos rondonienses que não podem pagar um plano de saúde e se encaminham ao pronto socorro tendo a plena consciência de que estão indo à um purgatório em terras rondonienses.
Nem a superprodução jornalística global apresentada para todo o país através do creditado Jornal Nacional no começo de 2011 conseguiu fazer com que as autoridades públicas responsáveis pela deplorável situação do PS João Paulo II fosse definitivamente resolvida ou melhorada.
Imagens filmadas no início deste ano apresentam cenas de humilhação vivenciadas por cidadãos rondonienses em sua grande maioria humildes que não podem evitar curar-se em um ambiente totalmente insalubre e de aspecto que mais lembra uma tenda bélica de campo de concentração.
São vários pacientes deitados pelos corredores e salas lotadas de macas, colchões espalhados por todos os lugares e pacientes sentados no chão à espera de atendimento que por muitas vezes se prolongam em dias.
Um dos fatores mais preocupantes em relação ao hospital João Paulo II é o simples fato de reportagens desse mesmo “calibre” já terem sido apresentados no ano passado e tudo parece ter continuado da mesma forma.
Estado x município
Muitas são as propostas e proposições de melhorias para se tentar ao menos amenizar a problemática do hospital João Paulo II, um dos grandes problemas é a alta demanda de pacientes que muitas vezes poderiam ser atendidos em outros pontos públicos de saúde de menor suporte.
Porém essa situação se resolveria caso o estado de Rondônia e município de Porto Velho sentassem e elaborassem uma política pública de saúde onde fossem remanejados esses pacientes e fortalecidos estruturalmente as policlínicas municipais para poder atender pacientes que eventualmente procurariam o JP II.
Tudo se resolve com cautela e projetos de curto, médio e longo prazo, basta vontade política e nesse caso especifico compaixão humanitária, enquanto isso os pacientes aguardam no chão do João Paulo II.