A sede da Cinemateca, na Vila Clementino, em São Paulo, que guarda a história do audiovisual brasileiro, já havia pegado fogo em 2016. Outros três incêndios na Cinemateca aconteceram nas décadas de 1950 e 1960. Na noite desta quinta-feira,30/7, as chamas tomaram conta do prédio mais uma vez.
O acervo da Cinemateca representa o maior museu audiovisual do Brasil e da América Latina, e guarda documentos que datam desde o século 19. Ao todo, há mais de 250.000 rolos de filme no acervo da instituição, muitos originais e sem cópia por serem muito antigos.
Há no acervo material que vai de filmes e antigos programas de televisão a registros públicos brasileiros, como de ex-presidentes.
Entidade mais importante para a manutenção da memória do audiovisual brasileiro, a Cinemateca é responsável pela preservação de cerca de 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares.
Fechada desde agosto de 2020, quando os funcionários foram demitidos após o governo federal assumir a gestão, a Cinemateca sofre com a falta de manutenção e cuidados essenciais para a preservação do acervo.
O controle de temperatura e umidade é essencial para a manutenção do acervo. Parte dele é em nitrato de celulose, material altamente inflamável e que pode sofrer autocombustão em caso de armazenagem em condições não ideais.
A Cinemateca também deixou de exercer as atividades de restauro e preservação.