“Sempre anotei tudo o que passei ali dentro”, declara o ex-ministro
Foto: Divulgação
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De acordo com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, "só quem está gritando" contra o isolamento social "é a Casa Grande [referindo-se aos brancos escravocratas], que está vendo o dinheiro do engenho cair"
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta está escrevendo um livro sobre os dias de pandemia que viveu no comando do ministério. "Sempre anotei tudo o que passei ali dentro. Tenho muito material", afirma ele.
De acordo com o ex-titular da pasta, "só quem está gritando" contra o isolamento social "é a Casa Grande [referindo-se aos brancos escravocratas], que está vendo o dinheiro do engenho cair". "A Casa Grande arrumou o quarto dela, a despensa está cheia. Tem o seu próprio hospital. Ela lamenta muito o que está acontecendo –mas quer saber quando o engenho vai voltar a funcionar".
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, por enquanto Jair Bolsonaro não fará parte das memórias. "Não vou escrever sobre política. Eu acho que não ajuda no momento. Tenho que ter um distanciamento maior para falar disso", afirma.
Mandetta afirma que deixou a Saúde com a curva de disseminação do vírus achatada por conta do isolamento, em especial no Rio e em SP. "O número de casos crescia 28%, dobrava a cada quatro dias. Quando saí, o crescimento já era de 8%", acrescenta.
O ex-ministro deixou a pasta após divergências com Jair Bolsonaro. Enquanto Mandetta defendia o isolamento social, o ocupante do Planalto contrariou recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e compareceu a aglomerações (protestos de seus apoiadores), além de pedir a reabertura do comércio.
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