Uma denúncia envolvendo supostos episódios de bullying, agressões entre alunos e condutas atribuídas a servidores da Escola Cívico-Militar Almirante Tamandaré, em Vilhena, chegou ao Extra de Rondônia nesta semana.
O caso foi relatado ao site pela mãe de uma estudante da unidade, enquanto a direção da escola contestou as acusações e afirmou que alguns fatos "não condizem com a realidade".
Kiovana Thalia afirma que a filha, aluna do 4o ano em período integral, vinha relatando situações desconfortáveis dentro da escola desde o início do ano.
Entre as reclamações apresentadas pela mãe está um episódio envolvendo atividades recreativas, em que, segundo ela, o fiscal de pátio identificado como "Vandão" teria colocado músicas e incentivado meninas a dançarem, oferecendo pirulitos como recompensa.
Segundo Kiovana, após a reclamação ser levada à direção, as músicas deixaram de ser utilizadas. A mãe também relatou que, nos últimos dias, a filha teria chegado em casa com marcas de mordida e dito que foi segurada pelo pescoço por outra aluna dentro da escola. Conforme o relato, apesar do episódio ter sido comunicado internamente, ela afirma não ter recebido nenhum aviso formal da unidade.
Outro episódio relatado pela responsável envolve comentários ofensivos feitos por outro aluno relacionados à ausência do pai da criança. Abalada, a menina teria começado a chorar em sala de aula. Segundo a denúncia, nesse momento o vice-diretor Welton, que estaria atuando como professor substituto, teria dito que "era melhor morrer do que ficar chorando".
Kiovana afirma que procurou imediatamente a escola após tomar conhecimento do caso. Durante a conversa, segundo ela, o servidor negou ter utilizado a frase.
A mãe também relatou que outra responsável procurava a escola no mesmo momento para denunciar uma situação envolvendo o mesmo educador. Segundo ela, uma criança teria recebido um "X" desenhado na testa pelo servidor.
Após os relatos, Kiovana disse que as mães procuraram a representação regional da Seduc, além do Ministério Público e da Unisp, onde foi registrado boletim de ocorrência.
Procurado pela reportagem do Extra de Rondônia, o diretor da escola, Faria Júnior, afirmou que a situação já foi discutida com a mãe em reuniões realizadas tanto na unidade quanto na Secretaria Regional de Educação, e contestou as acusações apresentadas.
Segundo ele, no dia do episódio envolvendo o vice-diretor, um professor precisou se ausentar por questões de saúde, fazendo com que Welton assumisse temporariamente a turma durante atividades recreativas em sala de aula.
De acordo com o diretor, durante uma atividade com desenhos e canetas, uma aluna apagou o desenho de outro estudante no quadro, o que gerou reclamação. Nesse momento, ao recolher os materiais, o vice-diretor estaria com um canetão destampado na mão e a criança teria esbarrado no objeto, ficando com uma marca de tinta na testa. "O que ocorreu foi um esbarrão durante a atividade. Não houve intenção de riscar a criança”, afirmou.
Faria também negou a acusação envolvendo músicas inadequadas durante o recreio e disse que as atividades utilizavam apenas músicas infantis e recreativas.
O diretor classificou os episódios como situações comuns do ambiente escolar e afirmou que alguns fatos apresentados pela mãe não correspondem ao que teria ocorrido na unidade.
Segundo ele, caso haja necessidade, os fatos poderão ser apurados administrativamente pelos órgãos competentes.
Até o momento, a representação regional da Seduc não se manifestou oficialmente sobre o caso.