BIOTECNOLÓGICO: Fungo amazônico pode controlar doenças agrícolas e gerar novos antibióticos

Nova espécie amazônica revela compostos com uso agrícola e médico promissor

BIOTECNOLÓGICO: Fungo amazônico pode controlar doenças agrícolas e gerar novos antibióticos

Foto: Felipe Rosa

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Uma nova espécie identificada em 2023 na casca de uma árvore madeireira nativa da Amazônia vem despertando grande interesse científico pelo seu elevado potencial biotecnológico. Batizado de Trichoderma agriamazonicum, o fungo foi identificado pelos pesquisadores Thiago Fernandes Sousa e Gilvan Ferreira da Silva e, desde então, vem sendo alvo de estudos aprofundados.
 
À época da descoberta, Thiago Sousa era doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e bolsista da Embrapa Amazônia Ocidental, desenvolvendo a pesquisa sob a orientação de Gilvan Ferreira da Silva. Os testes realizados desde a identificação apontam dupla funcionalidade do organismo, com atuação na defesa natural das plantas e na promoção do crescimento vegetal.
 
As análises laboratoriais revelaram compostos biotecnológicos inéditos, ainda não descritos na literatura científica.
 
Esses compostos demonstraram alta eficiência no controle de nove diferentes espécies de agentes causadores de doenças que atingem diversas culturas agrícolas, indicando potencial uso como alternativa sustentável aos defensivos químicos convencionais.
 
Além do uso no campo, as pesquisas também avançam na área da saúde. Ensaios indicam que substâncias produzidas pelo Trichoderma agriamazonicum apresentam ação antimicrobiana com eficácia superior à de antibióticos comerciais, o que amplia as perspectivas para o desenvolvimento de novos medicamentos, especialmente no enfrentamento à resistência bacteriana.
 
A descoberta reforça a relevância estratégica da biodiversidade amazônica e evidencia a importância do investimento contínuo em conservação, pesquisa científica e aplicação dos recursos genéticos brasileiros. Para os pesquisadores, preservar a floresta e fomentar a ciência é essencial para transformar a riqueza natural do país em soluções inovadoras para a agricultura, a medicina e o desenvolvimento sustentável.
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