Amazonas - Tráfico de órgãos no Amazonas será discutido em audiência pública

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Foto: Divulgação

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MANAUS - O tráfico de órgãos no Estado do Amazonas deverá ser discutido em audiência pública - sem data prevista ainda - pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados. O debate atende a sugestão do deputado Carlos Souza (PP-AM). O tráfico de órgãos é preocupação da Organização da Nações Unidas (ONU), que inclusive citou o Brasil como um dos países fornecedores de órgãos humanos para suprir esse comércio clandestino, até de primeiro mundo. Se o requerimento for aprovado, a reunião será promovida pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Direitos Humanos e Minorias. Os transplantes são um problema crescente nos países ricos. As filas de espera aumentam mais rapidamente do que o suprimento de órgãos. Procura-se, especialmente, por rins. Desta maneira, nasceu um mercado negro no qual pessoas pobres recebem pequenas quantias de dinheiro em troca de doar um rim vendido a um paciente rico por vários milhares de dólares. Estatística recente registra que nos Estados Unidos mais de 90 mil pessoas aguardam transplante de rim e 65 mil na Europa. Anualmente, são feitos 25 mil transplantes nos EUA e 16 mil na Europa. Na tríplice fronteira No ano passado, a Polícia Federal anunciou o início de investigações do tráfico de órgãos na tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Colômbia. A PF ouviu a pesquisadora da Universidade Nacional da Colômbia, Salima Valdivieso. Na ocasião, ela explicou denunciou que os responsáveis pela retirada de órgãos de indígenas e pescadores que vivem na fronteira dos três países são estrangeiros. Índios da região fronteiriça também foram ouvidos, afirmando que esse tipo de crime é comum na região. “Eles tem um tipo de balão que voa e tem faróis; eles enforcam e cortam a cabeça das pessoa”, afirmou à PF o coordenador do Conselho Geral da tribo Ticuna, Nino Fernandes. Conforme ele relatou, geralmente as vítimas estão sozinhas quando são atacadas. “Eles correm atrás das pessoas quando ela está só; quando tem duas ou três pessoas eles não perseguem”. Depois de ter examinado o estudo da pesquisadora, o Ministério do Meio Ambiente enviou notícia-crime ao diretor do Departamento da Polícia Federal, Paulo Fernando, para que o caso seja investigado. A denúncia foi repassada à Polícia Federal de Tabatinga, cidade do Amazonas que faz fronteira com o Peru e a Colômbia.
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