Francisco Machado Filho, tido como o “braço direito” do deputado federal Nilton Capixaba (PTB), foi o assessor detido, ontem (04), por policiais federais durante ação da “Operação Sanguessuga”. Essa operação investigava há dois anos, após denúncia do Ministério Público do Mato Grasso, um esquema de fraudes em licitações que tinham origem no Congresso, através de emendas parlamentares, para a compra de ambulâncias.
*O deputado terá que explicar o envolvimento de seu funcionário num escândalo desses, pois o nome de Francisco Machado Filho consta como assessor especial do gabinete do deputado em Brasília, conforme apurou a Polícia Federal. Ele foi preso por corrupção passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, crime contra ordem tributária e formação de quadrilha.
*Do total de 45 pessoas detidas pela PF, 11 são assessores de gabinetes, duas são assessores do Ministério da Saúde e uma trabalha no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A lista também inclui Ronivon Santiago, ex-deputado Federal pelo Acre, e outro ex-deputado federal – Carlos Alberto Rodrigues Pinto, o Bispo Rodrigues (RJ). Foi preso também o empresário Darcy José Verdoin, em Brasília. Ele é dono da empresa Planan, que comercializa unidades móveis de saúde em Cuiabá em cobria o esquema das licitações.
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Caso das ambulâncias escondidas
*Essa revelação da PF, traz à tona novamente o caso das ambulâncias escondidas em um galpão em Cacoal. Na época, dois vereadores do município denunciaram que um barracão estaria servindo de depósito para 12 ambulâncias adquiridas em 2005, mas que estariam guardadas para serem usadas somente na época da campanha eleitoral em 2006.
*O Ministério Público começou as investigações e constatou que os veículos estavam há quatro meses parados num galpão alugado pela ONG Canaã, presidida por Isaias Evangelista Nunes.
*Na ocasião, o deputado Nilton Capixaba fez a entrega das viaturas e através de nota enviada à imprensa, afirmou ter sido graças a uma emenda dele a vinda das ambulâncias para o estado. De acordo com apuração da PF, foram gastos mais de R$ 6 milhões com as viaturas que vieram para Rondônia.
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