Plantada há mais de cinco décadas por um dos pioneiros do perímetro urbano do Centro de Porto Velho, uma frondosa gameleira amazônica pode estar com os dias contados. A possível retirada da árvore foi solicitada ao Município e já provoca debate entre moradores da região.
Localizada na rua Herbert de Azevedo, no bairro São Cristóvão, a árvore é conhecida por oferecer sombra a motoristas de aplicativo e mototaxistas que atuam nas proximidades.
No entanto, a gameleira está situada na calçada da sede do Grande Oriente do Brasil (GOB) em Rondônia, que formalizou pedido junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) solicitando a poda — e possível remoção.
Segundo a justificativa apresentada pela entidade, a árvore estaria sendo utilizada como esconderijo por criminosos, além de causar prejuízos estruturais ao patrimônio devido às raízes e galhos.
A reportagem esteve no local e conversou com uma moradora, que preferiu não se identificar. Ela relatou que chegou ainda jovem ao bairro e acompanhou o plantio da árvore. Segundo ela, há divisão de opiniões entre os moradores: enquanto alguns defendem a preservação, outros reclamam da sujeira e dos danos causados à calçada e ao asfalto.
Procurada, a direção da GOB confirmou que solicitou a retirada da árvore, mas não quis detalhar o pedido.
A Prefeitura de Porto Velho informou que analisa a solicitação. O caso segue em avaliação e já mobiliza diferentes posicionamentos na comunidade.