O verão amazônico, estação mais seca e quente, traz, além da falta de chuvas, a alta diminuição do nível de rios e igarapés. É o caso do Rio Madeira, que fica com perigos, como pedrais, bancos de areia e a fumaça de queimadas, que atrapalha a visibilidade de pilotos de rabetas ou voadeiras, além de comandantes de grandes embarcações.
“Nossa fiscalização sempre está em alerta, mas pedimos muito cuidado e atenção já que é uma época de seca intensa. Já há a determinação da proibição da navegação noturna, mas seguimos monitorando o rio. São 24 pontos críticos em todo o Madeira que requerem uma atenção especial dos condutores”, alertou o capitão de fragata Marcelo de Souza Barbosa, comandante da Capitania Fluvial de Porto Velho.
Educação
O comandante da Capitania ainda destaca que antes de punir, há um grande trabalho de orientação dos responsáveis pelas embarcações e passageiros.
“Nosso trabalho é diuturno. Seguimos orientando e entregando folders, já que não temos só a questão da navegação no Madeira, mas ainda a pandemia da Covid-19”, afirmou ele.
Marcelo de Souza Barbosa, comandante da Capitania Fluvial de Porto Velho, alerta sobre os risco de navegação nesta época do ano
Marcelo de Souza Barbosa também alerta que intensificou as ações envolvendo o etilômetro (bafômetro) nas águas dos principais rios rondonienses.
“Nessa época de calor, muita gente procura balneários para se refrescar e usa equipamentos náuticos para se divertir. Então, não misture bebida alcoólica com lanchas ou motos aquáticas. É o que sempre digo: se beber, não conduza a embarcação. Passe o timão! É mais seguro para todos. E não podemos esquecer os coletes salva-vidas, especialmente nas crianças”.
Acidente
Há um mês, uma balsa carregada de alimentos virou próximo ao distrito de Calama. O comandante da Capitania afirmou ao Rondoniaovivo que o inquérito marítimo ainda segue, mas pede que os responsáveis pelas embarcações respeitem os limites de passageiros e cargas.
Recentemente, uma balsa carregada de alimentos virou no rio Madeira
“Eu sempre comparo os barcos, balsas, com carro. Se você colocar mais gente do que o veículo comporta, vai dar problema ou acidente. Então, é o mesmo com as embarcações. Se encher demais pode virar ou encalhar, por exemplo. As investigações e a coleta de depoimentos seguem, e só depois do inquérito concluído, é que saberemos a causa do fato lá em Calama”, disse Marcelo de Souza Barbosa.