O Seminário sobre o Arraial Flor do Maracujá, realizado no final de semana em Porto Velho pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, foi considerado pelo titular da Secel, Jucélis Feitas, como um divisor de águas no que diz respeito à cultura popular local, em especial às brincadeiras de Dança de Quadrilhas e Bois-Bumbás.
"A cultura popular, principalmente na cidade de Porto Velho, tomou novo rumo a partir desse seminário", disse Jucélis, destacando os debates sobre a tradicionalidade e a contemporaneidade no quesito Dança de Quadrilha.
"Essa discussão é bastante positiva uma vez que leva os dirigentes de grupos folclóricos a uma pesquisa mais profunda sobre a questão da tradicionalide e a modernidade", disse ele.
Durante aproximadamente 15 horas os envolvidos com grupos folclóricos e até dirigentes de órgãos culturais de municípios, como Pimenta Bueno, Jaru e Presidente Médice, prestigiaram palestras de catedráticos nos assuntos, que foram bastante aplaudidos e alguns questionados, como foi o caso do professor Marco Antônio Teixeira, que discorreu sobre "A Quadrilha Junina em Porto Velho".
Ele foi questionado por membros de grupos de quadrilha sobre como ele analisava a questão do "Tradicional" na dança de Quadrilha.
“Apesar de não ser contra as evoluções apresentadas por alguns grupos que se apresentaram no Flor do Maracujá deste ano, não admito que o casal de noiva e noivo se apresente sem a indumentária tradicional que é o vestido branco e o véu”, disse, acrescentando que "o casamento caipira, como é chamado o ritual na dança de quadrilha, é um deboche para com a sociedade. A noiva, apesar de grávida, se casa de branco, fato que a sociedade do inicio do século passado não admitia em hipótese alguma".
Outro palestrante elogiado pelos participantes, foi o museólogo Antônio Ocampo, que falou sobre o Boi-Bumbá em Porto Velho. "Ocampo deu uma verdadeira aula sobre a evolução do Boi-Bumbá em Porto Velho", comentou Cândrica Bebel, coordenadora do evento.
O enceramento do evento ocorreu com a apresentação de uma “Meia Lua” (cantoria de toadas por vários amos de bois-bumbás da Capital). “Estou satisfeita com o sucesso do seminário e, em especial, com a Carta das Culturas de Rondônia", finalizou a coordenadora, professora Nazaré Silva.
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