MANAUS - Os finalistas do curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Jamil dos Santos Castro, Cícero Inácio de Oliveira, Jefferson Martins Holanda e Carlos José Saraiva de Souza foram presos, ontem, na ‘Operação Oráculo’, da Polícia Federal, suspeitos de fraudar o concurso do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, realizado há duas semanas.
*De acordo com o superintendente da PF, Kércio Pinto, desde fevereiro a polícia investiga o grupo que também é suspeito de fraudar as provas do vestibular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizadas domingo e ontem.
*Segundo Pinto, a fraude funcionava há mais de três anos. Os finalistas se inscreviam no vestibular ou no concurso, faziam a prova e, em seguida, forneciam os resultados por mensagens de celular para o candidato, que pagava pelo serviço de R$ 5 mil a R$ 30 mil, dependendo do cargo pretendido em concursos públicos ou vestibular.
*O superintendente informou, ainda, que o grupo exigia que o candidato comprasse dois celulares, ficavam com um e escondiam o outro no banheiro do local onde o candidato faria a prova, para onde enviavam as mensagens com o gabarito. “A pessoa iam até o banheiro, pegavam os resultados e voltavam para fazer a prova”, explicou.
*Jamil Castro foi preso no município de Humaitá, distante 590 quilômetros ao Sul de Manaus. Ele foi levado para a Polícia Federal de Porto Velho (RO) e será trazido de avião, hoje, para Manaus.
*Carlos José foi preso no município de Parintins, a 380 quilômetros a Oeste de Manaus, onde ele trabalhava como residente no hospital da cidade. Cícero e Jefferson Holanda foram presos na casa deles, no bairro Praça 14, zona Sul.
*Ontem, Kércio Pinto disse que os universitários e a estudante serão indiciados nos crimes de fraude de concurso público e estelionato, artigo 171 do Código Penal Brasileiro (CPB), que prevêem pena de quatro a seis anos de prisão.