Na manhã deste sábado (25), uma reunião de mais de três horas no auditório do Hospital Regional de Vilhena reuniu médicos, representantes do Grupo Chavantes e o secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, para discutir os atrasos nos pagamentos e buscar soluções. Apesar da relevância do encontro, o presidente da Câmara de Vereadores, Celso Machado, que vem se polemizando o assunto publicamente, não esteve presente.
A ausência chamou atenção porque, nos últimos dias, o parlamentar utilizou a tribuna e as redes sociais para criticar a gestão da saúde e apontar falhas nos repasses, mas não participou do espaço reservado ao diálogo direto com os profissionais e gestores. Sem a presença de seu representante político, os médicos tiveram que defender seus interesses por conta própria, expondo suas preocupações e recebendo esclarecimentos da direção nacional do Grupo Chavantes e Semus.
Durante a reunião, foram reconhecidas pendências financeiras e discutidos problemas de comunicação interna. O secretário Wagner Borges admitiu dificuldades nos repasses, mas garantiu que já na próxima semana haverá um levantamento técnico conjunto entre a Secretaria de Saúde e o Grupo Chavantes para confrontar valores e regularizar débitos. Segundo ele, os pagamentos devidos serão imediatamente efetuados após a apuração.
Ao final, o secretário reforçou em vídeo o papel da Santa Casa na reorganização da saúde de Vilhena, lembrando que a instituição foi responsável por superar o caos anterior e que, mesmo com os desgastes provocados pela falta de recursos, mantém índice de aprovação popular de 92%. A reunião, marcada por um tom técnico e objetivo, buscou soluções práticas para garantir a continuidade dos serviços, enquanto a ausência do vereador evidenciou a distância entre o discurso político e a participação efetiva nas negociações.