No dia seguinte ao relato do ataque de uma onça pintada contra um homem na Linha 2, em Vilhena, outro morador daquela região, bem próxima da área urbana de Vilhena, encontrou pegadas do animal em sua chácara.
Aos 42 anos, o chacareiro, que também é empresário, usou uma trena e calculou o tamanho dos rastros, que mediram 13 centímetros, descartando, também pelo formato, que eles sejam de outro animal, como anta ou cachorro.
Embora a onça ainda não tenha sido avistada, sua presença no setor de chácaras é dada como certa, tanto que as famílias que vivem nas proximidades de onde o ataque foi relatado, tem evitado circular a pé pelas estradas.
O próprio chacareiro que fotografou os rastros disse que chegou a duvidar do ataque denunciado, argumentando que que aquilo era “conversa”, mas ao constatar as pegadas, mudou de opinião. Ele também relata a agitação de criações nos últimos dias, o que seria uma reação ao predador supostamente à espreita.
Um biólogo ouvido pelo FOLHA DO SUL ON LINE explicou que a presença do felino tão próximo da cidade não seria surpresa, mas alertou: matá-lo seria crime ambiental, o que sujeitaria o caçador a processo na justiça e ao pagamento de multa.