Os trabalhadores em educação estaduais, em greve desde segunda-feira, cogitam formar caravanas em todo o Estado com a finalidade de intensificar as manifestações na Capital. A categoria está disposta a manter a ocupação da Assembléia Legislativa pelo tempo que for necessário, a exemplo do acampamento em defesa dos servidores demitidos, que durou 51 dias em frente ao Palácio do Governo; e da ocupação do prédio da USP, que durou mais de dois meses.
Mais de cem trabalhadores em educação estão dentro do prédio da Assembléia Legislativa desde as 14 horas de ontem. Os trabalhadores em educação querem a revogação ou o veto das leis prejudiciais à categoria aprovadas pela Assembléia Legislativa, a abertura de processo de negociação da Pauta de Reivindicações.
Os deputados estaduais aprovaram uma Emenda Constitucional que derrubou a garantia de reposição anual de salários para a educação, e uma lei Complementar que altera o Plano de Carreira do Magistério ameaçando a gratificação dos professores. Alguns deputados admitem que estão votando as matérias do Executivo sem uma análise prévia e sem tomar conhecimento do seu conteúdo.