NA BOMBA: Como é formado o preço da gasolina no Brasil e quem fica com a maior parte

A fiscalização dos preços e da qualidade dos combustíveis é realizada pela Agência Nacional do Petróleo

NA BOMBA: Como é formado o preço da gasolina no Brasil e quem fica com a maior parte

Foto: Reprodução

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O preço da gasolina vendido nos postos brasileiros é resultado da soma de diferentes componentes que envolvem custos de produção, mistura obrigatória de biocombustível, tributos e margens de distribuição e revenda. Levantamentos baseados em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Petróleo Brasileiro S.A. e do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) indicam que, considerando os valores de referência atuais, a gasolina deveria custar cerca de R$ 5,86 por litro nos postos.
 
O combustível vendido ao consumidor é a chamada gasolina C, formada pela mistura de 70% de gasolina A, produzida nas refinarias, e 30% de etanol anidro. Cada um desses componentes influencia diretamente no preço final.
 
Como se divide o preço da gasolina
 
De acordo com os valores de referência divulgados por órgãos do setor, a composição aproximada do litro da gasolina inclui:
 
Refinarias: cerca de R$ 2,57 por litro da gasolina A, responsável por aproximadamente 70% da composição do combustível;
Etanol anidro: cerca de R$ 3,23 por litro, que corresponde aos 30% misturados à gasolina;
ICMS estadual: aproximadamente R$ 1,57 por litro, valor definido em legislação estadual;
Tributos federais (PIS/Cofins): cerca de R$ 0,67 por litro;
Distribuição e revenda: margem média estimada em 14,5% do valor final, referente às atividades das distribuidoras e postos de combustíveis.
 
Essas cinco parcelas compõem o preço pago pelo consumidor na bomba.
 
Por que os preços variam
 
Mesmo com uma estimativa média de R$ 5,86 por litro, o valor efetivamente encontrado nos postos pode variar de cidade para cidade. Isso ocorre porque a única parcela totalmente variável do preço final é justamente a margem aplicada por distribuidoras e postos.
 
Além disso, fatores como logística de transporte, concorrência local, custos operacionais e diferenças regionais de mercado também influenciam o valor final.
 
Especialistas do setor observam que, quando o preço nos postos se distancia muito do valor estimado a partir da composição oficial, a diferença costuma estar associada às margens da cadeia de distribuição e revenda.
 
Fiscalização e transparência
 
A fiscalização dos preços e da qualidade dos combustíveis é realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que monitora regularmente o mercado em todo o país.
 
O objetivo do acompanhamento é garantir transparência na formação dos preços e identificar possíveis abusos ou práticas irregulares na comercialização de combustíveis.
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