Um clássico além da imaginação - por Humberto Oliveira

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De 1959 a 1964, no total de cinco temporadas, o público teve acesso a estranhas realidades paralelas e mergulhou semanalmente em lugares e acontecimentos além da imaginação. Nascida da mente criativa de Rod Serling, a série antológica Além da Imaginação apresentou histórias surpreendentes, sem nunca perder a qualidade. O título original é The Twilight Zone.
 
Na narração de abertura, feita pelo próprio Serling, ele informava a existência de uma quinta dimensão, além daquilo que é conhecido pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão atemporal quanto o infinito.
 
É o meio-termo entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição, e situa-se entre o abismo dos medos do homem e o ápice de seu conhecimento. Este é o terreno da imaginação. É uma área que chamamos de Além da Imaginação. E, então, começava o pesadelo de uma pessoa ou de um grupo.
 
A criação eterna do escritor/roteirista Rod Serling segue eficiente, apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, exatamente porque ela não se apoiava na estética, diferente de praticamente todas as séries similares de ficção científica.
 
 
 
O foco estava na qualidade dos roteiros, histórias fechadas que abraçavam diversas vertentes, de Kafka a alienígenas, do insólito ao aterrorizante. Novas versões foram produzidas, no entanto, as tentativas acabaram frustrando os fãs.
 
A versão mais recente, tendo Jordan Peele à frente como produtor, narrador, roteirista e apresentador, não entusiasmou, apesar do apuro, e foi cancelada depois da segunda temporada. Peele ganhou o Oscar de melhor roteiro por Corra! sua estreia como roteirista e diretor. Depois realizou o bizarro Nós.
 
Além da Imaginação contou com atores que, anos depois, ganhariam o estrelato. Robert Duvall (O Poderoso Chefão), William Shatner (Jornada nas Estrelas, a série clássica e seis longas-metragens baseados no seriado), Dennis Hopper (Velocidade Máxima, a série 24 Horas), Robert Redford (Golpe de Mestre, Todos os Homens do Presidente), Burgess Meredith (Rocky, um Lutador; O Pinguim, da série Batman, dos anos 1960).
 
Também marcaram presença Martin Landau (Intriga Internacional, Ed Wood, série Missão: Impossível), John Carradine (No Tempo das Diligências), Roddy McDowall (em quatro dos cinco longas originais de O Planeta dos Macacos e a série).
 
Até veteranos como Buster Keaton (A General, Crepúsculo dos Deuses), Agnes Moorehead (Cidadão Kane, a série A Feiticeira), Donald Pleasence (Halloween, Fugindo do inferno), Ida Lupino (filmes noir, dramas e a série Columbo), os diretores Richard Donner (Máquina Mortífera, A profecia), Don Siegel (Perseguidor Implacável), Jacques Tourneur (Sangue de Pantera), além dos medalhões da literatura sci-fi nos roteiros, como Richard Matheson (Encurralado) e Ray Bradbury (Fahrenheit 451).
 
Rod Serling foi o criador, roteirista e apresentador de Além da Imaginação e escreveu 92 dos 156 episódios e fazia a narração de abertura e encerramento. Ficou famoso pelo jeito de falar, de terno, com cigarro na mão.
 
As marcas registradas da produção são histórias com crítica social, ficção científica e finais com reviravolta. Serling morreu em 1975, aos 50 anos, por complicações cardíacas. Por isso ele não participou das versões seguintes.
 
Nos anos 1980, houve uma atualização de The Twilight Zone (1985-1989). Ao todo foram filmados 110 episódios com duração de 60 minutos e apresentando entre dois ou três enredos. Charles Aidman foi o apresentador na 1ª e 2ª temporadas. Robin Ward, na 3ª. Serling aparecia só em imagens de arquivo na abertura.
 
 
Neste período os episódios foram realizados em cores, mas manteve-se o clima de crítica social. Teve Stephen King, Ray Bradbury e George R. R. Martin como roteiristas.
 
Os produtores nunca desistem e, nos anos 2000, o público ganhou mais uma versão de The Twilight Zone. Houve outra versão que muitos confundem com a dos anos 90 por causa das reprises. Esta foi exibida entre 2002 e 2003 e teve o ator Forest Whitaker nos 44 episódios. Voltou ao formato de 30 minutos com uma história por episódio, igual ao original.
 
Para manter a conexão com Rod Serling usaram a voz e imagem dele digitalmente na abertura. Alguns roteiros eram atualizações de episódios originais. O grande vazio das versões novas é que o Serling não escreve nem apresenta. O texto e a presença dele eram metade do charme.
 
Nos anos 80 houve mais terror e fantasia explícita. Anos 2000 tentou ser mais tecnológico e pós-11 de Setembro. A reviravolta no original era sutil, enquanto as novas às vezes forçavam o plot twist.
 
Avanços tecnológicos sem roteiros bem escritos não valem muito, principalmente para o público que conhece e assistiu ao seriado original. Sem Rod Serling e seu gênio criativo, as atualizações não passam de mera curiosidade e por isso se tornam minúsculas em comparação com a criação imortal de Serling.
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