A Polícia Civil de Rondônia, por meio do Departamento de Narcóticos (Denarc), revelou novos detalhes sobre os alvos da Operação Metaphorá, fase II, denominada Desmame.
A ação, que faz parte da estratégia nacional Operação Protetor das Divisas, desarticulou núcleos de uma organização criminosa que utilizava Rondônia como corredor logístico para o envio de drogas a diversas regiões do país.
Em Porto Velho, o cumprimento dos mandados de prisão mirou indivíduos já conhecidos pela polícia e com passagens anteriores pelo Denarc.
Entre os principais capturados estão:
Gilson Alves da Silva (vulgo "Polegar"), apontado pelas investigações como uma liderança expressiva do tráfico de drogas na zona Leste da capital.
Leonardo Gil Alves de Souza (vulgo "Gil"), atuava em conjunto na articulação do bando responsável pelo envio de grandes remessas de entorpecentes para outros estados do país.
A prisão dessas lideranças representa um duro golpe na estrutura do crime organizado que opera em bairros periféricos de Porto Velho.
A operação não se limitou às fronteiras de Rondônia. Ao todo, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão, com resultados significativos em outras capitais.
Goiânia (GO): Um dos investigados foi preso em flagrante durante o cumprimento das buscas, portando 2 kg de substância entorpecente.
Distrito Federal: Medidas cautelares foram executadas em Brasília e Ceilândia, visando desmantelar a rede de recebimento e distribuição da droga que saía de Rondônia.
Interior de RO: Diligências também foram realizadas em Guajará-Mirim (zona de fronteira) e Vilhena (portal de saída do estado), fechando o cerco nas principais rotas de escoamento.
A Operação Desmame é fruto de um esforço integrado coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (via CGFRON/DIOPI/SENASP). O foco principal é a asfixia das organizações que lucram com o tráfico transfronteiriço, utilizando inteligência para identificar desde o fornecedor na fronteira boliviana até os distribuidores nos grandes centros urbanos do Centro-Oeste.
Com as prisões de "Polegar" e "Gil", a Polícia Civil espera colher novos dados que permitam identificar outros braços financeiros dessa rede criminosa.