Homicida religava a luz, xingava os funcionários e não deixava eles trabalharem. No dia do crime, ele saiu para matar e encontrou Gerson pelo caminho.
Eletricista Gerson Francisco Nunes morto a tiros na última sexta, 31 / Foto: Divulgação
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O assassinato ocorrido na última sexta-feira (31), em Porto Velho, que vitimou o eletricista Gerson Francisco Nunes, de 46 anos, funcionário da Instaladora Rondonorte, empresa terceirizada a serviço da Energisa Rondônia, foi cometido por um criminoso contumaz.

O criminoso possui uma vasta ficha criminal, que certamente premeditou o homicídio e mentiu descaradamente no depoimento, tendo sua versão noticiada aleatoriamente pelo seu advogado criminalizando, inicialmente, a vítima da execução covarde e insana.
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O eletricista Gerson residia no Bairro Castanheira, na zona Sul da capital, em uma moradia simples. Ele era evangélico e para complementar a renda, juntamente com sua esposa e filhos, vendia dindin a R$ 0,50 a unidade. No serviço que atuava o eletricista não tinha meio ou possibilidade de pedir propina a clientes.
Evandilson Veloso de Oliveira, que matou o eletricista Gerson Francisco com 4 tiros na Rua Eurico Caruso, no Bairro Aponiã, zona Leste de Porto Velho, deve quase R$ 70 mil em débitos vencidos para a Energisa.
Ele tem um histórico com 08 cortes por débito, 06 inspeções de fiscalização, 04 vistorias de auto-religação e 03 religações em seu comércio, entre março de 2018 e 21 de janeiro de 2020. Evandilson também fazia religação por conta própria.
Planilha da empresa Rondonorte revela que as visitas das equipes de trabalho ao cliente para serviços de inspeções e cortes por débitos eram tumultuadas, com casos de agressões verbais e ameaças por parte do homicida contra os trabalhadores.
Na sexta-feira, funcionários da empresa Rondonorte - a serviço da Energisa – que trabalham na área de fiscalização e vistoria estiveram no endereço do cliente da companhia de energia e verificaram que o medidor de energia do estabelecimento dele estava irregular e reprovaram o relógio. A vítima Gerson não fazia parte da equipe porque trabalhava na área de corte.
Evandilson não se encontrava no comércio, mas quando chegou e tomou conhecimento da visita dos trabalhadores da empresa saiu pelo bairro e, ao visualizar o eletricista Gerson Francisco que também estava a serviço com outra equipe na Rua Eurico Caruso se aproximou e executou o trabalhador.
Evandilson saiu decidido a matar, e poderia ter matado qualquer um dos funcionários, ou mais de um que encontrasse. O argumento dado pelo advogado do assassino após sua prisão causou revolta nos trabalhadores da empresa Rondonorte, pelo fato de ele ter feito declarações
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