Após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou as articulações para formar o governo que assume em janeiro de 2027. Além da escolha dos ministros, o presidente busca ampliar sua base no Congresso.
Na segunda-feira (26), Lula reuniu-se no Palácio da Alvorada com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. Apesar de seus partidos terem apoiado Flávio Bolsonaro no segundo turno, os dois parlamentares atuaram pela reeleição de Lula e podem intermediar o diálogo com o Centrão.
Dentro do PT, além de abrigar fortes lideranças que perderam eleições como Marina Silva, Fernando Haddad e Simone Tebet, outros nomes aparecem como cotados para ministérios, entre esses: Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, é cotado para o Ministério da Fazenda; Camilo Santana (PT-CE), senador e ex-ministro da Educação, aparece entre os nomes cotados para a Casa Civil, responsável pela coordenação política e administrativa do governo, e André Janones (Rede-MG), deputado federal reeleito, é cotado para a Secretaria de Comunicação Social ou a Secretaria-Geral da Presidência. Durante a campanha, atuou na mobilização digital de apoiadores de Lula pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
Negociações com partidos
No terceiro mandato, Lula distribuiu espaços no governo entre União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB. As siglas, porém, mantiveram posições independentes no Congresso. No segundo turno, MDB e PSD liberaram seus diretórios para apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro, enquanto União Brasil, PP e Republicanos apoiaram o candidato do PL.
A definição da nova equipe dependerá de negociações com partidos aliados e lideranças parlamentares. Até o momento, os nomes citados são cotados, sem confirmação oficial.