O governador de Rondônia, Marcos Rocha, decidiu não aderir ao pacote do governo federal que prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado, medida que busca conter a alta dos combustíveis no país. A informação foi confirmada pelo Ministério da Fazenda, que apontou o estado, ao lado do Rio de Janeiro, como os únicos fora do acordo. A decisão deve impactar diretamente o custo de vida da população rondoniense e a atividade econômica local.
Sem o subsídio, o diesel tende a permanecer mais caro em Rondônia do que em estados que aderirem à política federal, criando um efeito imediato sobre fretes e preços de produtos. Em uma economia dependente do transporte rodoviário e da entrada de mercadorias de outras regiões, o combustível é um dos principais fatores de custo. Isso vem preocupando o setor de comércio já vinha enfrentando dificuldades. O agronegócio também deve perder competitividade com a produção de outros estados devido ao custo final.
Setores da economia local reclamam da falta de comprometimento do governo estadual com a medida que pode ter efeito sobre a vida de todos os rondonienses. O silêncio de parlamentares quanto a atitude do governo também vem sendo questionado.
DIESEL E GÁS DE COZINHA
O pacote foi anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como resposta à alta do petróleo no cenário internacional. Além do diesel, as medidas incluem subsídios ao gás de cozinha e isenções de impostos sobre biodiesel e querosene de aviação.
Em Rondônia, o impacto tende a ser ampliado pela dependência de produtos industrializados e parte dos alimentos vindos de outros estados. Com o frete mais caro, o custo final sobe e reduz o poder de compra da população.
O setor agropecuário também deve sentir os efeitos. O diesel é essencial para o funcionamento de máquinas e para o escoamento da produção. Com o aumento dos custos operacionais, produtores terão margens pressionadas ou repassarão os valores ao longo da cadeia.
No comércio, a tendência é semelhante. Empresas enfrentam aumento no custo logístico e, na maioria dos casos, repassam esse impacto ao consumidor final, pressionando ainda mais os preços.
A decisão do governador do estado Marcos Rocha também pode gerar perda de competitividade regional. Unidades da federação que aderirem ao subsídio terão custos menores, o que pode influenciar fluxos comerciais e ampliar a diferença de preços.
O cenário se agrava porque o alívio prometido pelas medidas federais ainda não chegou integralmente ao consumidor, e o estado já enfrenta um ambiente de alto endividamento das famílias. Com o diesel mais caro, o risco é de prolongamento da pressão inflacionária e redução do consumo nos próximos meses.