O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta semana que jovens brasileiros que completam 18 anos em 2026 devem realizar o alistamento no serviço militar obrigatório até 30 de junho. O prazo é considerado improrrogável pelas autoridades, e o não cumprimento pode gerar multas e restrições legais.
Entre as consequências para quem não regularizar a situação estão impedimentos para obter passaporte, realizar matrícula em instituições de ensino superior e tomar posse em cargos públicos, além de restrições para participar de concursos.
O alerta ocorre em meio a um cenário de crescente tensão internacional. Fontes do governo apontam preocupação com a escalada nas relações entre Estados Unidos e Irã, com possibilidade de ampliação de conflitos no Oriente Médio. Embora o Brasil não esteja envolvido diretamente, o governo avalia que o contexto geopolítico exige atenção às obrigações legais relacionadas à defesa nacional.
Alistamento feminino
O comunicado também destacou que mulheres podem se alistar voluntariamente, conforme as regras vigentes. A inscrição pode ser feita presencialmente nas Juntas de Serviço Militar ou pela internet, por meio do portal oficial de alistamento.
Pela primeira vez, mulheres participam das etapas do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) para ingresso como soldados nas Forças Armadas. A cerimônia de incorporação ocorreu na última segunda-feira (2), no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
De acordo com o Ministério da Defesa, 1.467 mulheres devem prestar o serviço militar neste ano em 13 estados e no Distrito Federal. Desse total, 1.010 atuarão no Exército, 300 na Força Aérea e 157 na Marinha.
O governo afirma que a ampliação da participação feminina representa um avanço na integração das mulheres às estruturas de defesa do país, mantendo o caráter voluntário do ingresso.