Realizada nesta última semana no Congresso Nacional, a sessão da comissão parlamentar de inquérito que investiga as apostas on-line, a CPI das Bets, interrogou donos de plataformas de apostas on-line que disponibilizam o jogo conhecido como "Tigrinho", alvo de fiscalizações das autoridades públicas nos últimos meses.
O destaque da CPI foi o senador rondoniense Marcos Rogério (PL), que buscou a todo o custo saber quem são os responsáveis pelo jogo do Tigrinho no Brasil, que até o momento não foram identificados.
Marcos Rogério "apertou" os interrogados, que afirmam desconhecer o dono do jogo do Tigrinho. Ele cobrou veementemente que o Senado tome as providências necessárias para punir as pessoas que estão mentindo na cadeira de depoente da CPI.
Ele ainda utilizou o exemplo do STF, que suspendeu as atividades da empresa X no Brasil por conta de não ter representante jurídico, para uma possibilidade de suspensão do jogo do Tigrinho em território nacional.
"Estão tratando o Brasil como casa da mãe Joana, se o representante está aqui e fala que não sabe com quem tratou. Nenhuma empresa pode operar no Brasil sem representação legal, por muito menos o ministro condenou a X. Ou o Senado usa o poder que tem sobre as mentiras faladas na cadeira de uma CPI, ou estaremos prestando um desserviço ao país", disse o senador Marcos Rogério.
Por fim, o senador Marcos Rogério ainda teceu críticas aos efeitos do jogo em plataformas on-line no Brasil, que, segundo o congressista, está adoecendo a população, além de contar com a participação de crianças, tudo isso, sem qualquer tributação.
"Hoje o Brasil inteiro está tomado por essa prática de jogos on-line, pessoas doentes, viciadas, crianças participando disso, sem qualquer controle, sem tributação. É um ambiente nebuloso", finalizou Marcos Rogério.
Personagem central de todas as CPI's que integrou no Senado durante o seu mandato, essa foi a primeira participação de Marcos Rogério na CPI das Bets, e de acordo com ele, a sua presença será constante a partir desse momento.