EMPODERAMENTO: Feira afrocentrada ‘PretiIFRO’ reúne negritude e empreendedorismo em Porto Velho

Evento reúne expositores comerciais, oficinas para microempresários pretos e atividades culturais

EMPODERAMENTO: Feira afrocentrada ‘PretiIFRO’ reúne negritude e empreendedorismo em Porto Velho

Foto colorida mostra mulher negra trajando vestido estampado sorrindo posando debraços cruzados / Foto: Silvania Souza, idealizadora do projeto

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Acontece, a partir do dia 28 de novembro, a primeira feira afrocentrada ‘PretiIFRO’, em Porto Velho (RO). O evento é organizado pelo Comitê de Mulheres Pretas Empoderadas de Rondônia (PretiComitê) em parceria com o curso de Gestão Comercial do Instituto Federal de Rondônia (IFRO). 

 

A feira vai reunir exposição de produtos afrocentrados, atividades culturais, palestras sobre negritude e oficinas e cursos para microempresários pretos. Nos dias 28 e 29 de novembro, os expositores que desejarem vão poder se inscrever nas atividades que ocorrerão das 19h às 22h. 

 

“Pensando no comércio afrocentrado criei a feira afrocentrada, denominada PretiIFRO”, disse Silvania Souza, advogada que estuda sobre o movimento preto, membro fundadora do PretiComitê e idealizadora da feira, ao Rondoniaovivo. Silvania contou ao jornal que a ideia do PretiIFRO surgiu como uma forma de tentar diminuir o abismo racial, presente no Brasil desde a monarquia. 

 

“Voltando para trás, pensando no que aconteceu lá em 14 de maio de 1888 [data importante para o movimento preto, um dia depois da Abolição], os nossos antepassados ficaram às margens da sociedade”, continuou. “O que sobrou para as mulheres pretas? Às mulheres, restou voltar para a casa das suas amas, para trabalhar a troco de comida. Disso nasceu o comércio afrocentrado, informal - que se resumia nas mulheres que preparavam quitutes e nos homens que saíam para vender”. 

 

Foi com essa mentalidade que a advogada, natural da Bahia (mas rondoniana há 12 anos), levou a ideia de uma feira especializada em comércio afrocentrado feminino para o PretiComitê - que apresentou o projeto para o instituto federal. 

 

“O projeto saiu da cabeça de uma mulher preta, que tem as vivências pretas, que sabe o que seus antepassados passaram. O PretiComitê e o IFRO abraçaram isso - e expandiram o projeto”, disse. Se antes o foco eram apenas mulheres pretas, agora é o comércio preto como um todo. Mas apenas reunir pequenos comerciantes não seria suficiente para Silvania.

 

Além do espaço para ampliar as vendas, a PretiIFRO vai dar a oportunidade para os expositores se especializarem em técnicas digitais de propaganda e de planejamento estratégico. As capacitações serão ministradas por alunos formandos de gestão comercial e por professores do curso. Interessados podem se inscrever clicando AQUI

 

“Os produtos afros são bonitos, mas é preciso capacitar essas pessoas. O comércio afrocentrado, em sua maioria, ainda é informal - e é composto de pessoas pretas e pardas. Por isso o projeto dura três dias - dois dias de capacitação e no último dia a feira”, disse Silvania. 

 

“Aquela senhorinha que vendia, por exemplo, sua pipoca ou a sua bananinha, já vai vender com outra perspectiva, mais confiante, sabendo dominar e gerir o negócio bem melhor que antes.”

 

A programação completa da ‘PretiIFRO’ pode ser conferida na página do Instagram do evento, que pode ser acessada abaixo.

 

 

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