Semusa e Coren cumprem decisão judicial sobre proibição

Embora haja prejuízos no atendimento, prefeitura vai aguardar resolução judicial

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Foto: Divulgação

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Enquanto perdurar decisão da Justiça Federal proibindo enfermeiros de requisitar exames e prescrever medicação, as práticas estarão suspensas na rede básica de saúde de Porto Velho. A informação é do secretário Orlando Ramires e da secretária-geral do Conselho Regional de Enfermagem, Patrícia da Silva Ribeiro.

Ramires e Patrícia concederam coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (10) na Semusa para dizer que, apesar dos reflexos diretos na qualidade e até no prejuízo dos serviços oferecidos nas unidades, enquanto não houver uma solução para o caso, as ações continuam paralisadas.

Apesar de estar em prática há mais de vinte anos a requisição de exames por enfermeiros, a situação encontra-se judicializada, pois o Coren orientou aos enfermeiros não realizarem as atividades por enquanto.

O secretário Ramires disse acreditar que a solução judicial para o problema deva ser encontrada a seu tempo, mas que, até lá, “continuaremos cumprindo o que determina a justiça”. A proibição vale desde 27 de setembro deste ano.

Ele lamenta a medida lembrando a importância das enfermagem nas unidades básicas de saúde, que são a ponta diretamente afeta à população, “com desempenho mensal de 400 exames preventivos ao mês, por exemplo, e os médicos não dão conta sozinhos”.

Patrícia diz que o problema tem origem no Conselho Federal de Medicina, que alega não terem os enfermeiros competência para executar procedimentos, como solicitação de exames. “Acontece que muito mais é feito por esses profissionais, como requisição de exames de pré-natal, sem contar as áreas específicas de tuberculose, preventivos de câncer e hanseníase”, reforça a enfermeira.

Isso significa, reforça Ramires, que até que se encontre uma solução, o prefeito Hildon Chaves orienta que, além de se cumprir a determinação, se busquem meios para tornar a saúde funcional e eficiente.

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