A arte de cultivar flores para explorar o cada vez mais crescente mercado consumidor tem sido potencializada por capacitação e investimentos pelos floricultores de Rondônia, com o apoio de entidades responsáveis pelo desenvolvimento social e econômico do Estado. A avaliação é da consultora Helenilza de Paula, de Pernambuco, que dá curso de flores e folhagens tropicais, além de controle de pragas que comumente atacam as plantações.
*Helenilza de Paula foi trazida pelo Sebrae em Rondônia, que desenvolve, como ação de gestão estratégica, o projeto Rondônia em Flores Tropicais. Além da capital Porto Velho, onde trabalhou no início desta semana, ela administra o mesmo conteúdo em Ji-Paraná, no interior rondoniense.
*“A floricultura é uma estratégica econômica muito forte em todo o mundo. O Brasil tem uma participação importante nessa engrenagem, enquanto os Estados, a exemplo de Rondônia, vêm investindo para participar dessa cadeia produtiva e desse mercado, que negocia milhões de dólares”, argumenta a instrutora.
*Para ela, se a floricultura funciona como se constata nas demais regiões brasileiras, “na Amazônia ela tem um valor maior ainda, porque a área tem toda a vocação, com as pessoas conscientizadas sobre a necessidade de explorar racionalmente a natureza como fonte inesgotável de riqueza”.
*“O Sebrae, juntamente com parceiros, vem investindo fortemente no crescimento com qualidade da floricultura no país. Isso envolve uma rede de processos, a exemplo do que fazemos aqui – além de arranjos florais e controle de doenças (pragas), embalagem, comercialização, entre outras coisas”, sentenciou Helenilza.
*Um exemplo disso é que o curso não foi o primeiro e nem será o último. Ainda este ano, o projeto Rondônia em flores Tropicais realizará cursos na área de capacitação rural. E nessas ações discute-se fortemente a necessidade de criação e fortalecimento de associações, com o apoio de instituições de pesquisa e comercialização.
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O caminho
*Helenilza encontra-se em Ji-Paraná, onde administra, junto a floricultores locais, o curso sobre produção de flores e folhagens até amanhã. “O melhor mercado é o local, onde tudo começa, com a utilização de arranjos florais em inúmeros eventos. Depois, se pode pensar em atingir outras regiões do país e, finalmente, a exportação. A floricultura em Rondônia tem tudo para progredir”, concluiu a instrutora, que entre teoria e prática dá informações sobre recepção, classificação e padronização das flores, técnicas de embalagem, armazenamento etc.
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