A medida permite que o presidente americano possa usar 50 bilhões de dólares aprovados pelo Congresso Nacional para cuidar da pandemia
Foto: Divulgação
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 13, emergência nacional devido ao rápido avanço da pandemia de coronavírus, abrindo as portas para mais ajuda federal para combater a doença no país.
Os Estados Unidos têm 1.872 casos de Covid-19 confirmados até agora, além de 41 mortes. O temor da propagação da doença no país levou à escassez de produtos nas prateleiras de mercados e forçou os governadores de seis estados a anunciar o fechamento de escolas por um período de até duas semanas.
“Para lançar todo o poder do governo federal, estou oficialmente declarando uma emergência nacional”, disse Trump em um pronunciamento na Casa Branca.
Segundo o presidente americano, meio milhão de kits para a realização de testes de coronavírus estarão disponíveis na próxima semana, e milhões mais serão disponibilizados nas semanas seguintes. Nos últimos dias, denúncias de kits de diagnóstico insuficientes para atender a demanda foram reportadas em diversos estados do país.
Trump vinha sendo pressionado para declarar estado de emergência sob a lei de 1988, que permite que a Federal Emergency Management Agency (FEMA) forneça fundos para governos estaduais e municipais, além de equipes de suporte. A medida raramente é utilizada. O ex-presidente Bill Clinton, em 2000, declarou tal emergência para o vírus do Nilo Ocidental.
O presidente afirmou que a medida “abrirá acesso a até 50 bilhões de dólares”, que ele descreveu como “uma grande quantia em dinheiro para estados, territórios e localidades na luta conjunta contra a doença”. Ele ainda convocou todos os estados a criar centros de operações de emergência.
Além de Trump, uma série de especialistas e representantes de supermercados, laboratórios e farmacêuticas também foram convocados pelo presidente para tratarem das preparações americanos para a pandemia.
“Ainda temos um longo caminho pela frente. Haverá muitos casos”, afirmou Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. “Mas nós vamos cuidar disso. O que está acontecendo aqui hoje vai nos ajudar a acabar com isso mais cedo”.
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