O BRICS Pay surge como mais uma peça no rearranjo da arquitetura financeira internacional mas é preciso separar discurso político de impacto real.
Primeiro ponto: não se trata de substituir o dólar nem o sistema da SWIFT. O dólar continua dominante porque é reserva de valor global, lastreia contratos, dívida soberana, commodities e mercados de capitais profundos. Nada disso muda por decreto tecnológico.
O que o BRICS Pay faz é diferente: cria uma infraestrutura paralela para liquidação direta entre moedas dos países do bloco BRICS, reduzindo dependência de bancos correspondentes ocidentais e do sistema financeiro dos EUA.