Todo ídolo tem lado A e lado B - por Humberto Oliveira

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Foto: Divulgação

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Os mais velhos lembram que, antes da invenção do compact disc - o famoso CD -, havia o Long Play, ou seja, o antigo LP ou "bolachão", contendo lado A e lado B. Assim é a cinebiografia "Michael", do diretor Antoine Fuqua, o mesmo de "Dia de Treinamento", a refilmagem "Sete Homens e um Destino", "O Protetor", entre outras produções.
 
A primeira parte do longa que conta a história e a carreira de Michael Jackson, talvez o maior ídolo pop da história da música norte-americana, estreou no cinema local e hoje fui assistir - seguindo indicação da minha filha mais velha, Giselle, cujo DNA é de uma cinéfila, como o do pai. 
 
Voltando ao longa. Fui porém, sem nenhuma expectativa. Nada. Queria apenas assistir a um filme e sequer pesquisei o nome do diretor ou do roteirista. Confesso, fiquei surpreso e gostei muito. 
 
John Logan, roteirista de "Michael", é dramaturgo e produtor de cinema, teatro e televisão, escreveu os roteiros de produções importantes, entre elas, "Gladiador", de Ridley Scott, "O Aviador" e "A Invenção de Hugo Cabret", ambos de Martin Scorsese, "Sweeney Todd", dirigido por Tim Burton, "Operação Skyfall", aventura de 007 dirigida por Sam Mendes e por aí vai. Ou seja, o currículo fala por si.
 
Logan segue à risca a cartilha - e muito bem - de uma boa cinebiografia. Começa com uma ação no presente e segue para um flashback para mostrar a infância de Michael Jackson e sua trajetória junto aos irmãos quando começaram como Jackson Five. Sob o tacão do pai, Joseph, um tirano. O roteiro deixa logo claro quem é o "vilão" da história.
 
O sucesso faz milagres e, de uma casa simples, a família passa a viver numa linda mansão, onde Michael cria seus bichos de estimação: uma lhama, uma girafa, uma jiboia e um chimpanzé. Mas o que interessa é mesmo a música e as performances dos dois atores intérpretes do cantor.
 
 
Jaafar Jackson interpreta Michael adulto. O ator é filho de Jermaine Jackson, traz semelhança física e vocal com o tio e se destaca pela dança. Sensacional o seu trabalho ao longo das apresentações mostradas no longa. 
 
Juliano Krue Valdi interpreta Michael Jackson na infância. O ator de 9 anos é brasileiro e foi escalado pelo seu talento natural e habilidade de dança. O guri realmente dá show. Inclusive, atua melhor que Jaafar.
 
O filme tem muitos momentos emocionantes, mas nada de drama. O primeiro é quando o cantor tem a ideia para o videoclipe de "Thriller" - inspirado em filmes de terror como "A Mosca da Cabeça Branca", "A Noite dos Mortos-Vivos", o clássico de George Romero, por exemplo. Outro é a sequência do ensaio e da filmagem de "Thriller". Sensacional. E, por fim, a apresentação de Michael na MTV cantando "Billie Jean". De arrepiar.
 
Não esperem arroubos de interpretação ou uma direção cheia de cortes, malabarismos de câmera. Nada disso. "Michael" conta uma história com começo e meio. Isso mesmo. 
 
Talvez os espectadores tenham sentido falta das polêmicas e excentricidades do biografado. Creio que deixaram para a continuação, ainda em fase de filmagens. 
 
O final, teremos de esperar para ver na segunda parte. Ou seja, o primeiro longa é o lado A e em breve vai estrear o lado B. Isso não atrapalha ou impede o espectador, mesmo que não seja fã do "rei do pop", de curtir este ótimo divertimento cinematográfico muito bem produzido. Tem imperfeições? Sim. Todo filme tem. E daí? Recomendo com o maior prazer.
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